"Amparado nos preceitos do "Alcorão", o maior tabu da comunidade muçulmana começa a cair. E são as mulheres que estão falando abertamente sobre sexo"
Esse é o cabeçalho de uma reportagem realizada pela Istoé independente que eu lí no Terra mulher. Estamos muito acustumados a ver sempre notícias de repressão à certos atos femininos, mulheres sofrem castigos por tentarem alcançar a liberdade em determinadas questões.
Mas há mulheres que estão tentando aos poucos mudar um tabu profundo: A sexualidade.
Entre elas podemos citar a conselheira conjugal Wedad Lootah, 45 anos, escritora do livro "Top Secret: Sexual Guidance for Married Couples" (Ultrassecreto: Orientação Sexual para Casados)". Lançada em janeiro, a obra já é sucesso. No livro ela conta casos registrados nos oito anos em que é orientadora de casais no principal tribunal de Dubai. Ele foi criado para tentar evitar o divórcio mas também virou um espaço de terapia.
Ela lembra de uma cliente que teve o primeiro orgasmo aos 52 anos. "Ela passou esse tempo todo sem conhecê-lo!", diz. A mesma queixa, aliás, de tantas mulheres que vivem em países ditos liberais, como o Brasil. Um problema nada incomum que Wedad considera grave e só pode mudar com educação sexual é o fato de os homens terem relações homossexuais antes de casar e, na hora de se relacionar com a esposa, acreditarem que o único meio de ter prazer é no sexo anal. Esse ato, sim, é condenado pelo Islã.
Mas a primeira a "dar a cara a tapa" e falar sobre sexualidade no Islã é uma egipcia, Heba Kotb ( essa tem coragem). "Ser um bom muçulmano é também fazer um bom sexo", afirma.
Em 2004, ao assinar uma coluna no principal jornal do Cairo, Heba deu o primeiro passo rumo a uma nação mais bem resolvida entre os lençóis. Ela convidava os leitores a relatar medos e dúvidas, esclarecendo que não existe vergonha moral quando se trata da líbido. Dois anos depois, estreou um programa na tevê. Hoje, à frente de uma clínica de terapia sexual, comemora o progresso. "Há dez anos não podíamos sequer mencionar o assunto", diz.
O mais interessante é que diferente de que nós ocidentais pensamos ( devido a repressão que a mulherada sofre), o Islamismo seguindo os pensamentos do profeta Maomé prega o prazer sexual como primordial no casamento, ou seja, sexo não serve apenas para procriação, mas deve-se aguardar o casamento.
O uso de contraceptivos também não é proibido.
Os muçulmanos dizem que as mulheres têm poder dentro da sociedade. O que dizer, então, das mulheres fisicamente castigadas, e até assassinadas, por não obedecerem cegamente a pais, irmãos e maridos? A mais recente vítima é uma jovem marroquina chamada Sanaa, 18 anos, morta no mês passado. Foi assassinada pelo pai a facadas na Itália, onde a família vivia, por namorar um italiano. Seria o machismo, e não o "Alcorão", o culpado pelos abusos - inclusive sexuais - que as árabes sofrem? "São excessos do ser humano, não da religião, que acabam nos marcando com estereótipos", diz o sheik Hammadeh.
Acho que isso tem em todo canto do mundo, o tal do machismo extremado e como diz na reportagem, acredito que isso seja resultado da educação, afinal, quantas vezes não vimos mães e pais ensinando o menino desde de pequeno, mesmo que "sem querer", a ser machista.
O sexo fora do casamento sempre aconteceu no Islã, mas agora esta sendo revelado aos poucos.
A poetisa síria Salwa Al-Neimi é apontada como a mais audaciosa romancista islâmica atual. Seu livro "A Prova do Mel", lançado no Brasil em agosto, transporta para os dias de hoje manuscritos clássicos da literatura árabe dos séculos XII a XVI cheios de erotismo.
O que se percebe é quem alguns países essa repressão é maior e em outros esta perdendo espaço, não acredito que do dia pra noite haverá uma libertação máxima do tabu sexual, afinal, assim como o catolicismo há varias restrições comportamentais derivadas da religião. Mas o interessante é que já estão iniciando a separação do que é exigido pela religião e o que é machismo. Seguindo por esta tragetória, com certeza haverá mudanças cada vez maiores e mais benéficas as mulheres.
A resportagem é mais extensa, retirei uns trechos e fiz uns comentários, quem quizer lê-la na integra, pode acessar o portal do terra.
Kisses...bye*